Líder do PHS defende candidatura avulsa para Reforma Política

O líder da bancada Federal do PHS, deputado Marcelo Aro (MG), e o deputado Adail Carneiro (CE) participaram nesta terça-feira (24) de reunião deliberativa da Comissão Especial que discute a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Reforma Política. A reunião debateu a candidatura avulsa, domicílio eleitoral e cláusula de desempenho individual. O deputado mineiro defendeu a proposta do relator, Marcelo Castro (PMDB-PI), de existirem candidaturas avulsas, desvinculadas de partidos políticos.

“Países que permitiram a candidatura independente tiveram como consequência mais jovens ingressando na política. Reino Unido, Estados Unidos, Chile, Alemanha e vários outros países são referência de democracia e permitem a candidatura independente. Sabemos que isso não enfraquece os partidos”, argumentou o Líder do PHS.

Marcelo Aro também falou sobre participação política e a obrigatoriedade de filiação a um partido.

“Apenas 10% dos brasileiros são filiados a um partido. Nós colocamos à margem os outros 90%. Eles também têm direito de participar. Hoje, se eu quero participar de um pleito, sou obrigado a me filiar, mesmo que não concorde com a ideologia daquele partido”, afirmou.

O parlamentar citou a pesquisa do Datafolha, divulgada no último dia 18 de março, que verificou a credibilidade do Congresso Nacional e da presidente Dilma Rousseff diante da população.

“A pesquisa mostra que apenas 5% dos jovens se identificam com o PT e 6% com o PSDB, os dois grandes partidos da polarização. Ou seja, a grande maioria dos nossos jovens não se identifica com partido algum. Temos que dar a aos jovens a possibilidade de participar da política e disputar um pleito”, disse. 

Outros temas
 
Também foi debatido sobre cláusula de desempenho individual para candidatos a deputado federal, estadual, distrital e vereadores. A proposta prevê votação mínima para um candidato ser considerado eleito. 
 
O líder do PHS apresentou uma preocupação. “Não sou contrário, mas discordo quanto a porcentagem”, explicou Aro. No texto inicial do relator, essa votação mínima seria de 20% do quociente eleitoral. Após debate com os deputados da comissão, ele decidiu reduzir esse número para 10%. 
 
Outro ponto debatido na pauta foi o domicílio eleitoral. Marcelo Castro (PMDB-PI) propôs que a residência dos candidatos seja registrada como estadual, e não municipal como é hoje. Além disso, Castro defendeu ainda que o prazo para o candidato mudar de domicílio eleitoral seja de seis meses antes das eleições. Hoje, esse prazo é de um ano. 
 
“Sou a favor do domicílio eleitoral [estadual]. Acredito que isso é um avanço”, finalizou o deputado Marcelo Aro em seu discurso.

 

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